Como se diz lula à terceira vez?

maio 19th, 2009

De acordo com a taxa de aprovação do Lula, aliás, taxa esta que bateu novo recorde e alcançou 70%, de acordo com pesquisa da Datafolha, permitiria uma terceira reeleição com larga margem à frente de qualquer de seus prováveis adversários por parte do Lula.

O processo, no entanto, para mudar a legislação não é tão simples assim e, além do mais, não é tão oportuno agora, discorrer sobre tal processo aqui.

Tratemos, pois, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) proposta pelo deputado Jackson Barreto (PMDB-SE) a ser protocolada até o final de maio, abrindo caminho a um terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda de acordo com o texto, seria feito ainda este ano um plebiscito para verificar se a população estaria ou não de acordo com um terceiro mandato para Lula.

Com uma aprovação acima de 70%, não seria difícil imaginar o resultado de tal plebiscito. O que resta, porém, é saber se aprovado, como se proposta tal emenda facilmente seria, qual a sorte de resultados teríamos para nossa democracia.

Police corruption

abril 28th, 2009

By Danillo Ferreira of Blog Abordagem Policial(Police approaching Blog)

it’s vast the discussion about the police corruption. Currently, the Colonel Paùl, of the PMERJ, connecting the corruption with the low salaries of the police officers created big controversial, discussed in several means. For him “the famine salaries don’t determine, but contribute to the practice of misconduct”. Particularly, I agree with the affirmation, with the correction that the degree of influence of the low salaries in the corruption is very limited, becoming dispensable argue with urgency the problem of the corruption through this angle. Others aspects, as inspection, recruitment, selection and motivation are more important in the origin of the corruption (the salaries is just one of the components of the motivational factor).

Over here still not came simple resources and of big efficiency, as the installation of cameras in the police cars, that at the same time give support to the policeman in his actions (normally questioned in his legitimacy), to identify criminals that can run away in a diligence, and supervise abuses and corrupt attitudes from the part of policemen. Still there is a bad distribution in the number of polices: the people policy of the corporations several times are unfair, doesn’t channel the competences in the right way. It is unthinkable that the policeman that will work with environmental policing have the same formation that a policeman of actions of the riot battalion, or even that this policeman of the riot, after several years in that function, be transferred to the work of communitarian police arbitrarily.

About the motivation, we can enumerate several aspects, as the excess of work, lack of structure and equipments to act, the diary living together with the bad commanders, the privileges, the low salaries, ect. All this is related to the police corruption, and it is the part to be made by the institutions. But, we can not leave to mention the responsibility of the society as one, neither that that belong to the individual. Practically we don’t know delinquents that are corrupted because of basic necessities. The corruption aim at only so the acquisition of a status cultured by the society as one, or for their subgroups, and in this way we can say that in our country this practice is not restricted in the police means. Ambition and vanity are values that cannot stay out of any discussion about corruption, and are peculiarities exclusives of the police officers.

At last, we must put attention to the personal dimension of the problem: the character, the disposition of infringing the law and the ethical own strong determination of the personality of each individual – and there we pass by the family, educational and psychological field. However, about these generic and common factors to all corruption, we have that the police corruption is of the more repugnant among all. For its character immediately perceptible, it become clear and sensible to the corrupt the damage that is committing. While a corrupt judge receives money by electronic bank transference, the corrupt policeman receives money on cash in his hands. The corrupt politician that breaks illegally the bank secrecy of a citizen feels to destroy less than the corrupt police that torture someone to acquire information. If to be corrupt is legal, moral and ethical disprovable, for a corrupt policeman it shows, above all, insensible and cruel.

Comitiva do Rotary Internacional visita Academia de Polícia Militar

abril 24th, 2009

Na última terça-feira (07), a Academia de Polícia Militar recebeu a visita de uma comitiva do Rotary Internacional composta por quinze membros, sendo quatro civis australianos, três policiais australianos e sete civis do Rotary Goiânia.

Coordenada pelo coronel R/R Lúcio Borges, a visita teve por objetivo a divulgação ao grupo das estratégias, ações e inovações adotadas pela Polícia Militar de Goiás no campo da segurança pública.

O reconhecimento da Polícia Militar de Goiás como referência nacional foi abordado pelo comandante geral da PM, coronel Carlos Antônio Elias, em uma palestra que destacou a execução das missões constitucionais da preservação da ordem pública e do exercício de polícia ostensiva pela PM nas vinte e sete unidades federativas do Brasil.


Ao agradecer a atenção dispensada pelo comandante geral da PM na recepção do grupo e palestra, o coronel R/R Lúcio Borges enfatizou o seu orgulho em ter servido a Polícia Militar de Goiás, instituição esta que, em sua opinião, é a melhor do país no que se refere à logística, efetivo e ações estratégicas.

Encerrando a visita, o Batalhão de Choque, através do Giro, Canil e Choque Motorizado, simulou o emprego operacional dos grupos especializados da PMGO nas ruas de Goiânia. Simulação essa que foi coordenada pelos tenentes Geovanni e Barcelos, oficiais do BPMChoque.

Para Amy Brewis, oficial de polícia na Austrália há cinco anos, o preparo e profissionalismo demonstrado pelos policiais militares refletem o investimento da Corporação em força, energia e inteligência para a construção de um projeto coletivo de segurança. Já Peter Northey, oficial de polícia no Estado de Nova Gales do Sul, assegura que a Polícia Militar de Goiás merece o respeito que possui junto a comunidade em que atua, pois possui policiais preparados e capacitados para o cumprimento de suas missões institucionais.

Michelle Calvert, líder do grupo, é oficial de polícia investigador sênior do Departamento Federal da Procuradoria-Geral (Unidade de Crimes de Guerra) e de outros departamentos governamentais da Austrália. Ela foi Oficial Sênior de Educação de um grupo consultivo de intoxicação por chumbo. Michelle também foi Conselheira de Governo Local e, recentemente, recebeu um prêmio de Patrimônio Estadual pelo seu trabalho na comunidade. Atualmente atua como investigadora no Departamento de Educação.

Amy Brewis trabalha atualmente como gerente de juventude no Clube da Juventude da Polícia e Comunidade de St George, também no Estado de Nova Gales. Seu trabalho atual envolve casos de gestão interagenciais relacionados com jovens delinqüentes ou em situação de risco no seio da comunidade local, como também a execução de programas de prevenção da criminalidade juvenil.

Peter Northey trabalha como agente de ligação escolar num universo de 26 escolas do ensino médio e mais de 16.000 estudantes. Peter visita as escolas e conduz sessões de trabalho sobre prevenção da criminalidade, além de trabalhar com jovens delinqüentes com o objetivo de reduzir criminalidade.

Componentes da Comitiva Australiana
Michelle Calvert – Líder do Grupo
Sheetal Challam
Amy Brewis
Liz Depers
Alaina Mackay
Peter Northey

Publicada também no Blog do Comandante Geral

O que precisa mudar no Brasil para a sua vida melhorar de verdade?

abril 15th, 2009

Há alguns dias recebi, talvez tal como você, uma mensagem de texto em meu celular da campanha Brasil Ponto a Ponto campanha esta que tem por objetivo estimular o debate em todo o país sobre o que precisa ser mudado no Brasil para melhorar a vida das pessoas. A partir desse debate, será definido o tema do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A mensagem indagava sobre O que precisa mudar no Brasil para a sua vida melhorar de verdade? É uma pergunta que a princípio parece ter nascido com inúmeras respostas a ver algumas possíveis: saúde, educação, distribuição de renda dentre várias outras.

No entanto, o que realmente precisa ser mudado e, que a meu ver se não é a origem de todas aquelas enfermidades, no mínimo as faz continuarem imunes, é a corrupção de nossos políticos. Respondi então sem  hesitar, o que precisa ser mudado no Brasil é a desenfreada corrupção política.

Quem de vós não presenciou nesses últimos dias em todas as primeiras páginas de nossos noticiários os casos do digníssimo deputado mineiro eleito corregedor da câmara, pasmem vós, Edmar Moreira, e seu castelinho que vale uma bagatela de mais de 20 milhões de reais; ou ainda, o caso do mui respeitado deputado do Rio Grande do Norte, Fábio Faria, que fez uso de bilhetes aéreos da cota parlamentar para pagar viagens de artistas e da apresentadora Adriane Galisteu, sua ex-namorada; e paremos por aqui senão fiaria páginas e mais páginas só com exemplos audaciosos de políticos corruptos.

O fato é que enquanto vemos inertemente nossas escolas públicas, sejam elas elementares, secundárias ou de nível superior, em estado deplorável; nossos hospitais públicos sem as mínimas condições de oferecerem tratamento ao povo que paga uma carga altíssima de impostos; ou ainda uma concentração de renda generalizada que surte drásticos reflexos na sociedade em geral, políticos inescrupulosos como estes acima exemplificados fazem o que bem entendem com o nosso dinheiro, dinheiro este fruto de mais de quatro meses de trabalho em um ano que o governo sorrateiramente, isto mesmo caro leitor, sorrateiramente, pois se não presta contas ou quando as presta é de forma mística de onde está sendo aplicada as verbas públicas o que sugestivamente esse mesmo governo quer que pensemos é que esse dinheiro nos foi roubado.

Destarte, rapidamente, antes mesmo de qualquer coisa o que deve mudar para que não só a minha vida, mas a sua e a de todos os demais brasileiros possam efetivamente mudar, e mudar para melhor é dar um basta nessa repugnante corrupção.

Lei Seca: racionalidade ou inconstitucionalidade?

julho 10th, 2008

Após pouco mais que de par de semanas que o Presidente da República sancionou a “Lei Seca” que penaliza condutores que forem pegos embriagados ao volante, os resultados positivos de tal dispositivo são nada mais nada menos que surpreendentes.

Alguns bola muchas dirão que essa redução no número de acidentes, em parte, se deve ao fato de estarmos em um mês de férias, o que de fato, não deve ser de todo descartado, porém, os efeitos positivos surtidos por tal dispositivo de lei são inegáveis.

No entanto, a grande questão é se tal dispositivo constitui um ato de inconstitucionalidade ou não?

Em termos jurídicos essa proibição encontra-se no âmbito do chamado “poder de polícia administrativa”, que é conferido a determinado ente estatal para regularizar certas atividades particulares, guardando consonância com o interesse público. Não obstante, essa lei peca em um único item, o fato de ninguém ser obrigado a produzir provas contra si mesmo e, é exatamente nesse item que os opositores a tal lei se apóiam.

O argumento do outro lado dissidente é que a vida é o maior bem a ser tutelado, sendo esse o fim primeiro e último dessa lei: impedir que indivíduos alcoolizados ponham em risco não só suas vidas, mas de outras pessoas, inclusive aquelas que não fazem uso de bebidas alcoólicas.

Destarte, o “Diário Ricardo Santos” propõe uma reflexão e deixa em aberto a discussão para seu público: a “lei seca” é um dispositivo legal, isto é racionalmente falando, uma medida pró-vida ou é ilegal, no sentido jurídico, por estar em não conformidade com a Carta Magna?

Bill Gates se despede da Microsoft

junho 30th, 2008

Conheça melhor o fundador da Microsoft, que está se despedindo do dia-a-dia da empresa.

Praticamente todas as pessoas sabem quem é Bill Gates, mas poucos conhecem mais sobre ele, além do fato de ter fundado a Microsoft e ser um dos homens mais ricos do mundo.

Bill Gates chama-se William Henry Gates III e nasceu em Seattle no dia 28/Out/1955. Ele tem uma irmã mais velha (Kristianne) e uma irmã mais nova (Libby).

Aos 13 anos Gates entrou na Lakeside School. Ali ele conheceu Paul Allen e teve o primeiro contato com algo parecido com um computador: um terminal de teletipo da GE. Gates ficou fascinado por aquela “máquina” e dali em diante ele começou a estudar BASIC. Em seguida Gates teve contato com um minicomputador da DEC, e com isso ele também estudou FORTRAN, LISP, Assembler e COBOL.

Com apenas 17 anos, Gates e Allen fundaram a Traf-O-Data, e criaram um sistema desenvolvido por eles para ajudar na análise do trânsito com uso de cartões perfurados. A empresa faturou US$ 20 mil, mas depois que os clientes souberam da idade de Gates, o negócio desandou.

Gates fez o SAT (teste de admissão nas universidades americanas) e obteve 1590 pontos dentre 1600 possíveis. Com isso, ele entrou em Harvard aos 18 anos, mas abandonou os estudos dois anos depois para se dedicar a uma pequena empresa que ele abrira com Paul Allen: a Micro-Soft. Em Harvard ele também conheceu Steve Ballmer, que faria parte da empresa alguns anos mais tarde.

Apenas um ano após a sua fundação, Gates decidiu tirar o hífen do nome da empresa e registrou a Micro-Soft como Microsoft, no dia 26/Nov/76. Gates e Allen desenvolveram uma versão do BASIC que fez muito sucesso, mas Gates ficou irritado ao notar que o produto era copiado livremente. Com isso, ele escreveu uma “carta aberta” a todos os programadores para que não pirateassem o software da Microsoft.

Em seguida a IBM contratou a Microsoft para desenvolver uma versão do BASIC para um produto que eles iriam lançar: o IBM Personal Computer, ou IBM-PC, que depois foi chamado somente de PC, e o resto todos sabem o que houve.

Gates se casou em 01/Jan/1994 com Melinda French (ex-funcionária da Microsoft e responsável pelo desenvolvimento do Microsoft BOB) e tiveram três filhos, duas meninas (Jennifer e Phoebe) e um menino (Rory). Em 2000 ele criou a Bill & Melinda Gates Foundation (B&MGF), que se transformou na maior Fundação dedicada à caridade do mundo. Gates anunciara que doaria 99% da sua fortuna quando em vida e atualmente a Fundação tem quase US$ 39 bilhões, pois Warren Buffett (uma das pessoas mais ricas do mundo) anunciou em 2006 que doaria 85% da sua fortuna para a Fundação de Gates. A Bill & Melinda Gates Foundation é tida como uma das Fundações mais transparentes do mercado, uma vez que todos os seus gastos são públicos.

Bill Gates anunciou em Junho de 2006 que dois anos depois ele deixaria o comando da Microsoft para se dedicar à filantropia, e desde então todos perguntaram: quem iria substitui-lo? A resposta foi simples: Steve Ballmer, Ray Ozzie e Craig Mundie. Steve Ballmer está no comando da Microsoft desde 2000, e Ozzie e Mundi são profissionais tarimbados:

Ozzie começou a trabalhar na Microsoft em 2005 como Chief Technical Officer, logo após Microsoft comprar Groove Networks, empresa fundada por ele em 1997. O executivo também fundou e presidiu a Iris Associates, onde criou e liderou o desenvolvimento do Lotus Notes e posteriormente colaborou no desenvolvimento do Lotus Symphony. Atualmente está a frente do Live Mesh, projeto cujo anúncio em beta foi feito recentemente e que tem a proposta de interconexão entre todos os devices: PC, mobile, videogame etc.

Mundie está na Microsoft desde 1992 e foi o criador da área de produtos de consumo da empresa. Ele desenvolveu softwares para plataformas não ligadas a PCS, como Windows CE, software para o handheld Pocket e Auto PCs e games para console. Mundie também iniciou as atividades da Microsoft na área de TV Digital. Desde 2000 o executivo faz parte do Comitê Nacional de Aconselhamento de Segurança em Telecomunicações dos Estados Unidos. Ele aconselhou a Casa Branca em problemas de segurança que podem afetar a infra-estrutura de telecomunicação das nações.

Mesmo tendo anunciado a sua aposentadoria da Microsoft, na prática Bill Gates continuará dedicando 20% do seu tempo (um dia por semana) para assuntos relativos à Microsoft. Ele continua a atuar como chairman da Microsoft e conselheiro no desenvolvimento de projetos-chave. Ele somente não estará nas decisões do dia-a-dia e dedicará mais tempo e energia ao seu trabalho relacionado à saúde e educação na Fundação Bill & Melinda Gates.

Fonte: MSN News


Bolsa Família na era Lula, mera continuidade de FHC?

junho 26th, 2008

O trabalho informal no Brasil nada mais é do que uma forma de mascarar o desemprego o que, conseqüentemente, enfraquece a solidariedade que por sua vez, diminui a tolerância, fatos estes que, dentre outras fontes, são passíveis de encontrar plausíveis explicações no processo de globalização.

A previdência com toda sua estrutura assistenciais, é sempre bom deixar claro, é um direito do Estado enquanto programas assistenciais como é o caso da Bolsa Família, não o são.

O PIG, com todo o seu arcabouço intelectual de base colonialista, tem sempre acusado o governo Lula de ser carregado pelo programa Bolsa Família (45%* dos votos do Lula provém desse eleitorado), no entanto, essa é uma acusação que precisa ser melhor analisada.

O fato é óbvio que quem até ontem tinha fome e hoje come, graças a um programa como este, mesmo que esteja inserido na informalidade (o que no Brasil traduz a mais clara forma de não direito a direitos básicos, pois o indivíduo não possui carteira de trabalho…), vai optar pela continuidade, isto é, votando em quem mata o que o mata: a fome! No entanto, o problema reside no fato de o PIG acusar o governo Lula de ser uma continuidade do governo FHC.

Acontece que o Bolsa Família possui dois componentes: o primeiro deles e que o PIG nunca comenta é o quanto é pago por cada filho na escola, 18* reais; o segundo, é que famílias que se encontram abaixo da linha de pobreza recebem esse auxílio sem exigibilidade o que, por si só, já descaracteriza uma descontinuidade do governo FHC e dá uma resposta negativa ao título deste porque isso significa um aporte de renda (uma renda mínima) que, embora não seja um direito e sim um programa assistencialista, garante a quem o recebe, dentre outros fatores, a certeza de não morrer de fome.

Para ter uma idéia da importância desse programa, basta analisar que em uma boa parte dos municípios pobres com maior número de pessoas inscritas no programa, os benefícios repassados são mais significativos que a própria arrecadação total do município. Benefício este que é gasto na vendinha do lado (mercado informal) que, por sua vez, compra de um mercado maior já formalizado e que mantém funcionários de carteira assinada (portanto detentores de direitos). Isso tudo quer dizer que o programa retroalimenta o mercado formal.

A única crítica que o PIG PODERIA fazer, mas que não o faz por saber que não se trata de culpa deste governo e sim de suas gestões passadas que remontam ao início da República, para não ir mais longe, é que esse programa não vem acompanhado por programas de mudanças estruturais (reforma tributária, agrária, de distribuição de renda, etc.) o que, soa feio, mas é a realidade, permite a produção de pobres e, automaticamente, mais bolsa famílias, embora seja um programa relativamente barato para o governo.

*Esses dois dados são da professora e doutora em Economia Rosa Maria Marques da PUC-SP.

Morre dona Ruth Cardoso

junho 25th, 2008

É com grande pesar que “O diário de Ricardo Santos” anuncia a passagem de nossa companheira Antropóloga Ruth Cardoso.

Ruth ficou internacionalmente reconhecida, dentre outras coisas, por sua intensa atuação no combate às desigualdades sociais e, indubitavelmente, foi a maior ativista do programa de inclusão social no Brasil. Mobilizou a sociedade e o governo para a emancipação de nossa gente.

É uma grande perda para o país.

FORMAÇÃO DE ANALISTA DE AÇÕES

junho 24th, 2008

Este curso tem como objetivo fornecer desde o ensino fundamental de cálculo financeiro até as mais avançadas ferramentas de finanças para formar profissionais de analista de ações para atuar em corretoras, bancos, fundos de investimentos, assim como atuação como operadores autônomos de investimentos em ações.

Informações e inscrições:

Tel: +55 (11) 3089-9661 e 3089-9662 Fax: +55 (11) 3089-9663 - educacional@saintpaul.com.br

www.saintpaul.com.br

Eminente colaboradora!

junho 22nd, 2008

DIÁRIO RICARDO SANTOS tem a grande satisfação de anunciar ao seu público a mais nova colaboradora permanente das colunas Cultura e Música. Trata-se da eminente jornalista Marina Morena que, como ela mesma fez e faz questão de expor, já nasceu com um nome feito.

No entanto, ela remodela a cada dia que passa com um tom impar de competência e profissionalismo esse seu nome que, por si só, tem um peso enorme e, que o diga o Cayme!

Resta ao DIÁRIO RICARDO SANTOS apenas desejar-te boas vindas na certeza de que não é o único a ganhar com sua colaboração, pois, o nosso crescente público, mais do que ninguém, também ganha muito com sua vinda!

Sucesso nessa sua nova empreitada Marina Morena!

Qual é mesmo o nome do maestro?

junho 22nd, 2008

Totalmente desacreditado no início de seu governo por uma série de fatores dentre eles o preconceito de classe e de raça por parte do PIG, como bem grifou PHA em seu magnífico site (clique aqui e veja a matéria na íntegra http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=280), o Presidente Lula, demonstrou e, vem a cada dia demonstrando mais e mais, que currículo não gere, administra ou governa nada, aliás, currículo é apenas um pedaço de papel como tantos outros…

O fato é que esse retirante nordestino, que como ele próprio fez questão de dizer no ato de sua posse, só ganhou as eleições pelo fato do Brasil estar como estava, tido como incerto no mercado financeiro internacional, riscos e mais riscos, etc.

No entanto, até então, não tem sido apenas mais um Presidente e, em discurso proferido na ocasião de uma homenagem pela BM&FBOVESPA pelo investment grade, presidente Lula reforçou que o objetivo é manter a estabilidade econômica.

E, pôde e pode dizer, ainda que contrarie toda uma corja elitista do PIG, que “também no mercado de capitais o Brasil não é mais uma província; é uma potência”.

Disse muito mais e, outras palavras, que alcançou um grau tão alto de credibilidade que pode, hoje, usar “chapéu dos sem-terra, dos sindicatos e da BM&FBOVESPA”, sem ser tarjada disto ou daquilo como a oposição ou o PIG, caçador de crise (veja PHA em http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=264) tem sempre insinuado com uma forte dor de cotovelo por estar vendo ser feito, diga se de passagem por um iletrado, nordestino dentre outras coisas, o que eles, doutores pela Sorbonne e outras instituições internacionais de renome, não conseguiram fazer nos duzentos anos de Brasil*.

Deve ser muito ruim, aliás, deve ser péssimo mesmo ver tanto sucesso vindo de onde vem, não é mesmo PIG? Por que tinha que ser um operário e não um sociólogo, ou um engenheiro, ou um médico a citar “o resultado do leilão das usinas do Madeira, no qual os preços do MW/H ficaram abaixo das expectativas, como um exemplo de que os mecanismos da livre concorrência fazem do povo o grande vencedor do leilão?

É, deve doer muito mesmo e, penso eu que, o maestro Lula só não segue melhor ainda sua regência da máquina Brasil por ter que enfrentar tantos problemas e intempéries pelo fato de torcer pelo Corinthians…

Armação pra cima do Cabrini!

junho 7th, 2008

De antemão é preciso deixar claro que não sou nada do Cabrini, nem parente, nem amigo e muito menos conhecido, absolutamente nada!

Acontece que hoje ao ler em alguns noticiários, os quais o PHA classifica como PIG, fiquei “informado” de que o Roberto Cabrini, recém contratado da rede Record, foi preso em flagrante com 15 papelotes de cocaína.

Bem, o fato me fez meditar se tratava se de uma armação ou não. Vejamos minha linha de raciocínio: Cabrini é repórter especial da TV Record, principal concorrente pelo primeiro lugar de outras emissoras; Cabrini é, para não dizer internacionalmente, nacional vastamente reconhecido; Cabrini e toda sua equipe estavam inclusive com material de trabalho jornalístico; se Cabrini não se encontrava em proximidades de área de crime e, portanto, não era suspeito de nada, então qual é a razão da abordagem já que se tratava de uma pessoa reconhecida?; outra razão mais impressionante, dos 15 papéis 4 estavam vazios, das duas uma: na hora que ele foi preso deveria estar drogado, fato este que não foi mencionado em momento algum, ou realmente estava fazendo uma reportagem.

No entanto, o que mais me encabula é: por que razão, motivo ou circunstância uma pessoa que é vastamente sabida não ser bandido ia ser submetida a uma busca pessoal e veicular?

Para não julgar antecipadamente e incidir em erro, cabe, até o momento, simplesmente dizer que há vários indícios indicando que tudo isso não passa de uma grande armação e cujos armadores, não quero saber ou me omito a dizer quem o são.

Imagem:

Flávio Florido/Folha Imagem

O Mito da Caverna, o que ele tem a ver com nossa sociedade contemporânea?

março 17th, 2008

Platão (428-347)

O Mito da Caverna narrado por Platão no livro VII do Republica é, talvez, uma das mais poderosas metáforas imaginadas pela filosofia, em qualquer tempo, para descrever a situação geral em que se encontra a humanidade. Para o filósofo, todos nós estamos condenados a ver sombras a nossa frente e tomá-las como verdadeiras. Essa poderosa crítica à condição dos homens, escrita há quase 2500 anos atrás, inspirou e ainda inspira inúmeras reflexões pelos tempos a fora. A mais recente delas é o livro de José Saramago A Caverna.

A Condição Humana

Platão viu a maioria da humanidade condenada a uma infeliz condição. Imaginou (no Livro VII de A República, um diálogo escrito entre 380-370 a.C.) todos presos desde a infância no fundo de uma caverna, imobilizados, obrigados pelas correntes que os atavam a olharem sempre a parede em frente. O que veriam então? Supondo a seguir que existissem algumas pessoas, uns prisioneiros, carregando para lá para cá, sobre suas cabeças, estatuetas de homens, de animais, vasos, bacias e outros vasilhames, por detrás do muro onde os demais estavam encadeados, havendo ainda uma escassa iluminação vindo do fundo do subterrâneo, disse que os habitantes daquele triste lugar só poderiam enxergar o bruxuleio das sombras daqueles objetos, surgindo e se desafazendo diante deles. Era assim que viviam os homens, concluiu ele. Acreditavam que as imagens fantasmagóricas que apareciam aos seus olhos (que Platão chama de ídolos) eram verdadeiras, tomando o espectro pela realidade. A sua existência era pois inteiramente dominada pela ignorância (agnóia).

Libertando-se dos grilhões

Se por um acaso, segue Platão na sua narrativa, alguém resolvesse libertar um daqueles pobres diabos da sua pesarosa ignorância e o levasse ainda que arrastado para longe daquela caverna, o que poderia então suceder-lhe? Num primeiro momento, chegando do lado de fora, ele nada enxergaria, ofuscado pela extrema luminosidade do exuberante Hélio, o Sol, que tudo pode, que tudo provê e vê.

Livre é quem pensa…

Mas, depois, aclimatado, ele iria desvendando aos poucos, como se fosse alguém que lentamente recuperasse a visão, as manchas, as imagens, e, finalmente, uma infinidade outra de objetos maravilhosos que o cercavam. Assim, ainda estupefato, ele se depararia com a existência de um outro mundo, totalmente oposto ao do subterrâneo em que fora criado. O universo da ciência (gnose) e o do conhecimento (espiteme), por inteiro, se escancarava perante ele, podendo então vislumbrar e embevecer-se com o mundo das formas perfeitas.

CPMF: a nossa mais recente sangria política!

agosto 16th, 2007

Herança ibérica? “À frouxidão da estrutura social, à falta de hierarquia organizada devem-se alguns episódios mais singulares da história das nações hispânicas” (Sérgio Buarque em ‘Raízes do Brasil’).

Talvez o leitor atento aos meus anseios diga e, com toda razão: que sujeito mais “anarquista” e marxista! E, de fato, talvez fosse melhor assim ser! Pois, se ser anarquista é ser totalmente inconformado com (in)representantes como os que temos em nosso atual estágio político, o corretamente político seria de fato, ser muito mais que anarquista, muito mais que marxista e quem sabe até Sorelista.

Não entendo como podemos ler em jornais ou, como a grande maioria faz, assistir em telejornais façanhas bizarras como as mais recentes de nossos políticos e ainda permanecermos quietos ou simplesmente, em um ato farto de preguiça e indolência, apenas dizer: “que bando de pilantras!”

Um exemplo clássico do que venho tentando dizer é como aceitamos tão pacíficos a tal da CPMF que, inicialmente, em 1993 era IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira) e durou até 1994. Com a intenção de direcionar esse tributo para a área de saúde (mera intenção!) o governo (advinha de quem?) criou a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) que entrou em vigor em 1997 e desde então vem sempre sendo prorrogada, talvez por ninguém reclamar, ninguém ir às ruas batendo panelas (como é comum aos nossos hermanos argentinos) e reivindicando moral política ou, ao menos, que esse tributo fosse realmente destinado ao fim proposto que é a saúde.

Coitada da saúde cubana que seria uma vergonha perto da nossa se os 36 MILHÕES em média arrecadados, apenas com esse tributo, fossem de fato investidos na saúde.

A boa nova agora é que o governo está tentando aprovar mais uma prorrogação até 2011 e, não serei ingênuo em perguntar se ele vai conseguir enquanto, nós povão, continuaremos não satisfeitos, porém, sem mover uma palha se quer, apenas sonhando com o que faríamos com os franzinos milhões da loteria que, aliás, é outra característica do brasileiro: ser sonhador e telespectador de um filme chamado “país do futuro” que sempre tem sua estréia procrastinada para a geração futura!

Se essa frouxidão é ou não herança ibérica, em especial de Portugal, não quero nada afirmar. O certo é que ela aqui reina e suas conseqüências foram, são e provavelmente serão drásticas para “os filhos desta mãe gentil”!
Foto:Google cartoons

Vergonha, o Brasil está de luto!!

julho 18th, 2007

“Ninguém representa ninguém” já dizia o velho filósofo Nietzsche e, tal dizer, parece nunca ter tido tanta serventia como em nosso atual estágio político brasileiro.
O desencanto há muito tomou conta de mim e, com certeza, de você também em uma terra onde há dois pesos e duas medidas, onde a justiça ainda (se é que um dia não foi) é conduzida censitariamente, onde mazelas se perpetuam bastando apenas mudarem de nomes e de situações e, para não me delongar por demais, cito como exemplo as inúmeras CPIs (dos Correios, dos Bingos, do Mensalão e, por fim, a do Apagão Aéreo).

Esta última é a razão deste, onde o jogo de empurra-empurra, a negligencia político-administrativa, a incompetência de nossos governantes (que na grande maioria dos casos só governam em interesses próprios), a falta de brio, dentre uma série de outras adjetivações pejorativa que, em se aplicando a nossos políticos em sua maioria, são graciosas qualificações, levaram a este trágico acidente aério de ontem (17-07-2007) com o avião da empresa aéria TAM em que há uma sombria expectativa de ter vitimado mais de duzentas pessoas, não bastasse o recente acidente envolvendo o jato Legacy e um Boing da empresa aéria GOL, acidente este que, até hoje permanece sem uma explicação aceitável de sua causa, ou, como é de praxe fazer aqui nesse país, esperou-se que a poeira abaixasse e o povo esquecesse do evento para deixar tudo como está, isto é, sem penalizar seus (ir)responsáveis.
É realmente lastimável que um povo bom, como é o caso do povo brasileiro, padeça de um mal tão terrível como é este, a falta de responsabilidade e de representatividade real por parte dos políticos e, aqui mais uma vez, repito que não é bem verdade que cada povo tem o governo que merece porque em verdade não podemos culpar um povo que desde sua pseudo-independência foi totalmente agrilhoado e desde então, esses grilhões só mudaram de mãos, nomes e situações e, intencionalmente não lhes foi facultado a capacidade de livre escolha de um processo que é erroneamente denominado democracia.
Ainda hoje pela madrugada, nosso (não) representante maior, Excelentíssimo Presidente da República Luis Inácio Lula da Silva que, muito me impressionou por estar sabendo do acidente, em nota oficial, decretou luto oficial no Brasil de três dias e disse sentir muito pelo, até então, maior acidente da história de nossa aviação… Como é fácil dizer eu sinto muito sem ter perdido um parente ou amigo, não é excelentíssimo?
E, aqui já bastante revoltado, insatisfeito abatido e solidário aos milhões de vítimas da fome, da seca (veja o nordeste), das desigualdades, da corrupção e das CPIs, em especial às do Apagão Aério, não vejo nada melhor para encerrar este do que os versos do sábio Manfredini Júnior em “Perfeição”:

“Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa política e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado, que não é nação
Celebrar a juventude sem escola
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião…
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e seqüestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda hipocrisia e toda afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campeã
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo o que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos o hino nacional
(a lágrima é verdadeira)
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão
Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isso - com festa, velório e caixão…”

Revoltado ou insatisfeito?

julho 9th, 2007

Ao indicar a leitura de minha última postagem aqui ( O mundo ideal)a um amigo, diga se de passagem um de meus melhores, amigo é claro, este não hesitou em afirmar que ao escrevê-lo, por certo, devia estar muito revoltado e, suas palavras me fizeram refletir sobre meu estado de espírito ao escrever “O mundo ideal”!
Com um quadro de desigualdade social, desemprego, baixa escolaridade (aliada a um ensino público de péssima qualidade e que visa somente a números) como este que vemos diariamente em pesquisas, uma renda que se concentra cada vez mais nas mãos de poucos, estaria eu revoltado?

Economistas e estudiosos afirmam que 27% da população jovem brasileira( entre 16 e 24 anos ) são desocupados, isto é, não estudem e nem trabalham.

Estes mesmos analistas dizem que 10% da população economicamente ativa das regiões metropolitanas encontra se desempregada e que seria necessário que o PIB brasileiro crescesse anualmente, ao invés de pífios 2,5%, 5% para que essa população fosse empregada, portanto, com uma performance econômica como tal, que motivos teria eu para estar revoltado?

A saúde, vai muito longe de ir bem, obrigado!! Ao contrário do aumento de impostos e tributos que, ao contrário da lógica, afeta pricipalmente os menos favorecidos e não os detentores de grandes meios produtivos ou nem tão produtivos assim. Impostos estes, como é o caso da CPMF, que nunca tiveram uma certa porcentagem aplicada na saúde como reza suas leis de criação, então, com um quadro desses teria eu motivos de estar revoltado?

E a segurança??? Bem, deixemos isso de lado…

A conclusão que cabe aqui, senhores e senhoras, não devia ser outra, senão dizer ao meu amigo que, por vez, não me encontrava revoltado e talvez, digo talvez porque possivelmente não teria outra palavra pra melhor exprimir meu estado de espírito ao escrever “O mundo ideal” que insatisfeito, só não me pergunte com quem, pois, se nem nosso Nobre Presidente da República nunca sabe de nada, por que logo eu saberia?

O mundo ideal!

junho 6th, 2007

Fazendo uma rápida análise da atual conjuntura, não só brasileira, mas mundial, vemos o quanto os valores estão mudados, ou para os mais “modernos”, valores invertidos!

Dignidade, honestidade, dentre outros preceitos morais que ao longo da história nortearam a conduta dos grandes líderes e estadistas que fizeram da política, não só uma arte, mas um instrumento de melhorias para o povo, ainda que somente no âmbito da teoria, o que não deixa de ser também uma contribuição, estão hoje tão ofuscados, para não dizer excassos, diante dos atos tão opostos aos preceitos morais daqueles líderes de outrora.

Esses líderes de agora, se é que assim realmente podemos chamá-los, não parecem liderar nada mais senão seus desejos objetais, como diria Freud, em busca da felicidade (mediante a infame ferramenta da corrupção), enquanto, seus liderados, ou melhor, súditos se digladiam por migalhas, na maioria das vezes, suficientes apenas para uma sobrevivência, migalhas essas que estão espalhadas pelos diversos seguimentos: social, econômico, dentre outros.

A verdade é que com um quadro já quase insustentável, como é o caso do atual quadro brasileiro, não fica difícil de entender a descrença na política e a crença na ilusão da religião (que promete tudo ou quase tudo sem dar nada em garantia) por parte da grande massa que só vê e sente o peso dos impostos, cada vez mais crescente e, em contrapartida, não vê e nem sente estes serem usados em seu benefício, como o deveria ser.

O Estado de direito só o é na forma, que por sinal é muito abstrata, enquanto que na realidade o que impera é o Estado de privilégios que aqui eu faço um esforço colossal pra não xingar todas as estruturas, ou como diria os etnometodólogos, performances que sustentam a todo custo, esse Estado tal como é, anulador de potenciais.

È por ver esse quadro com valores tão invertidos, que muitas vezes, me pergunto se não seria muito mais fácil deixar tudo, inclusive o senso crítico e os livros do velho maldito Marx, e debandiar para o campo e não mais sofrer tantas aflições como fazemos agora, mas, aí reside o problema, uma vez viciados com o senso crítico, não mais podemos nos afastar dele e sim cada vez mais nos embebedar em seu cálice tão maldito quanto o é o cálice da ignorância.

E o mundo ideal, com seus valores a reinar? Nem que não consigamos um dia alcançar tamanha proeza, resta nos as pedras para atirar e as remanescentes para construir um Brasil hostil a líderes como estes que aí estão e, só assim, talvez o mundo ideal, ou pelo menos, o mais próximo disso o possível.
Abraços, senhores e senhores e continuo na expectativa de ler vossos comentários!

Momentos down…o que você faz?

maio 17th, 2007

Caramba!!! De vez em quando bate aquela deprê e parece mesmo esta ser o mal do século e, é nesses momentos que me recolho e recorro aos discos melódicos/melancólicos do Legião Urbana quase inigualáveis, não fosse Engenheiros, Pára-lamas…entre outros “poucos”. E toca então “Por enquanto”:

Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim, tão diferente
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre sem saber que pra sempre sempre acaba
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém só penso em você
E aí, então, estamos bem
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar, agora tanto faz…
Estamos indo de volta pra casa
Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim, tão diferente
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber que o pra sempre sempre acaba
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém só penso em vocêE aí, então, estamos bem
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar, agora tanto faz…
Estamos indo de volta pra casa, yeah-heah…

(Letra de Renato Russo)

Entra então agora meu poema:
(em breve)

A beleza que existe…

março 21st, 2007

“Deus tem de existir. Tem Beleza demais no universo, e Beleza não pode ser perdida. E Deus é esse Vazio sem fim, gamela infinita, que pelo universo vai colhendo e ajuntando toda a Beleza que há, garantindo que nada se perderá, dizendo que tudo o que se amou e se perdeu haverá de voltar, se repetirá de novo. Deus existe para tranqüilizar a saudade.”
Rubens Alvens.

Perhaps Love

março 16th, 2006

Perhaps love is like a resting place
A shelter from the storm It exists to give you comfort
It is there to keep you warm
And in those times of trouble
When you are most alone
The memory of love will bring you home

Perhaps love is like a window
Perhaps an open door
It invites you to come closer
It wants to show you more
And even if you lose yourself and don’t know what to do
The memory of love will see you thru

O love to some is like a cloud
To some as strong as steel
For some a way of living
For some a way to feel
And some say love is holding on
And some say letting go
And some say love is everything
Some say they don’t know

Perhaps love is like the ocean
Full of conflict full of pain
Like a fire when it’s cold outside
A thunder when it rains
If I should live forever
And all my dreams come true
My memories of love will be of you

And some say love is holding on
And some say letting go
And some say love is everything
Some say they don’t know

Perhaps love is like the ocean
Full of conflict full of pain
Like a fire when it’s cold outside
A thunder when it rains
If I should live forever
And all my dreams come true
My memories of love will be of you

John Denver