Performance com a bailarina Janice Iandritsky sobre o Bairro Horizonte, antiga Curraleira, e as memórias dos seus moradores.
Uma iniciativa do Goethe-Institut Lisboa em parceria com a Culturgest, apresentada no âmbito do festival UMA REVOLUÇÃO ASSIM, com curadoria de Julia Albani e colaboração de Nuno Cera.
Sinopse
Pensa num lugar, qualquer um. Pensa nas pessoas que por ali passaram, nas construções que ali se fizeram, nas mais concretas e nas mais simbólicas; pensa nas pessoas que ali nasceram, as que vieram de fora, as que chegaram à 100 anos, à 10, à 1. Pensa na tua casa.
Num mundo onde o direito à habitação digna se transformou num privilégio de poucos, através do pensamento e da crítica, mas também da ficção e da poesia, é urgente recuperar uma ideia de construção colectiva do habitar.
Regressamos ao Bairro Horizonte, à antiga Curraleira, bairro construído dentro do programa habitacional SAAL (Serviço de Apoio Ambulatório Local) criado na revolução de abril de 1974, para repensar um modelo de intervenção sobre a construção colectiva da cidade.
Uma performance contínua, inspirada nas memórias e na experiência concreta da construção deste bairro, abre as portas de uma nova casa. Uma casa que é rua, que é encontro, confronto e contradição, uma casa que é pátio, é conquista e transição, uma casa que é abrigo e intimidade.
A Casa Invisível está aberta.
Ficha Técnica
Ideia e criação: Janice Iandritsky e Ricardo Santos
Performance: Janice Iandritsky
Imagens Vídeo: Luísa Mello
Edição Vídeo: Janice Iandritsky
Agradecimentos:
D. Manuela – moradora Bairro Horizonte
João “Grande” Raimundo – Associação Geração Com Futuro, Quinta do Lavrado
Andressa Campos – Associação de Moradores Bairro Horizonte
Associação de Moradores Bairro Horizonte e todas as crianças que participaram nas atividades deste projecto
BOTA – Base Organizada da Toca das Artes